- não precisa ter sentido.

E você tenta fugir de tudo, numa perseguição interior, buscando uma saída para o inevitável, onde a probabilidade da inércia é mais óbvia do que o acaso do conceito obtido através de um mau pensamento inibido do toque da sinfonia da metamorfose ambígua. Mas, dentre os fatos reais, a inclusão de sentimentos gerados por uma perda repentina, sem ao menos o ar tomar, nem o pensamento cogitar, resultou numa luta interior onde parte do amor morreu em meia a batalha, com uma flecha incandescente lançada de um arco qualquer, atingindo bem sua veia onde bombeia o amor ao resto do corpo, com sua outra metade emendada para estacar a hemorragia, formando uma cicatriz eterna, ainda estando, ele, ligado a outra metade, mesmo depois de tentar quebrar essa estranha união; ainda sangrando, ainda batendo.
“Ele ainda pulsa...”

- singelo.

Dar-se a admirar o pôr do sol, sem ao menos vê-lo poder, A suave brisa composta de carmim, exalando sua beleza sem força acontecer.
As aves repousam na proa do barco, o pacífico mar bravo está, O céu reluz a prata das nuvens, e, pisada, a areia ali ficará.
As pegadas somem nas horas, a noite começa a resplandecer, De olhos abertos olhando as estrelas, fecho-os e um pedido ei de fazer.
Acima de todas as tentativas, a estrela bem que tentou, Seu coração nada tinha, mas tanto ela procurou.
Decepcionado com a frieza, lembra-me, gélido, o vento, Ao olhar para as ondas, esperando, desejo esquecer-me naquele momento.
"O simples é questão de suficiência."

- foram trocados.

E ao declarar seu amor para uma mulher, o homem compra um carro, rebaixa-o e coloca o som mais potente que puder. Faz um set musical com funk, da “melhor” qualidade, coloca o som no último, um braço fora da janela, um boné de lado, obrigando a todos que estão de passagem ouvir sua “música”. E com a boca cheia de palavrões chega na mulher e ela não resiste, e com sua mini-micro bermuda (que se estivesse vestindo nada estaria mais coberta) desce até ao chão, com o homem atrás dela, fazendo insinuações de posições sexuais em meio uma via pública e dizem que se amam neste primeiro "encontro". Aí eu pergunto, cadê o amor? O terno foi deixado para as traças comerem dentro do guarda-roupa. O chocolate derreteu. As flores murcharam. A serenata calou-se. O casamento quase instinto. O amor desnutrido.
“Bem-vindos a 2013.”

- todos assim.

Muitos são poucos e poucos são nada. Você entrega o coração e te deixam na estrada.
Caminha em um vale sem rumo, sem direção. Da-te uma saída e é jogado no chão.
Eles pisam, eles cospem, chutam sem piedade. Te abraçam com ternura e te esquecem de verdade.
E com uma só mão eles pegam seu coração. Agora você é um escravo da eterna solidão
"Resgatem o amor! O verdadeiro, está em extinção."

- aquele pesadelo.

A vida é uma grande professora, sabe?! Às vezes nós achamos que ela é ingrata, ou insana, mas ela sempre sabe o que faz; ou não. Ela insiste naquela lei: você conhece alguém, se apega e perde; por que será? É algum teste de resistência? Ou apenas quer nos dizer que algumas pessoas ficarão em nosso coração, mas não na nossa vida? É assim que será. A música ainda toca e o pensamento voa. O perfume exala e sou transportado. Os olhos se fecham e ali você está. Finjo não estar nem aí, mas na realidade quero explodir tudo.
“Pois parece que alguma coisa ainda é proibida para mim.”