- apenas uma resposta.

Tentei, arrisquei. Me perdi e caí. Não posso parar, não posso continuar. Estou preso e livre ao mesmo tempo. Não sei qual e como devo dar o próximo passo; e nem sei se ele existe. Está transbordando o ar ao meu redor, mas ainda sinto falta de respirar. Não pense, não haja, não escute. Estou trancado e não sei o que fazer. Vou explodir e não tenho com quem gritar. As lágrimas não ajudam e nem consolam, mas elas existem. Apenas estou cansado de tentar insistir no amor, se ele insiste em sair correndo de mim. A aliança continuará guardada, juntamente com a carta que escrevi hoje e o chocolate que irá derreter. Estou sendo soterrado por terra, não tenho ajuda, não tenho respostas e não sei o que fazer...
“Agora o difícil é controlar o sentimento que já existe.”

- te conhecer.

A força é como o sol: Aquece a falta do abraço, mesmo sem nenhum tocar, mas ainda falta um pedaço.
E a noite chegou, e com ela a escuridão. Sua mão não está aqui, ouço os passos da solidão.
O frio gélido assombra, como a brisa fria do relento. Fecho os olhos e me aqueço, você chegou em pensamento.
Mesmo assim não te conheço, você não conversa muito. Em silêncio você guarda, não me incomodar, é seu intuito.
Não alcanço seus pensamentos, você me oculta, porém. Como será que está hoje? Apenas diz tudo bem.
Quero ser seu, quero te completar. Nos bons e maus momentos, assim eu quero estar.
“Não seja uma incógnita para mim. Me dói não saber o que pensa.”

- conto de fadas.

[...] pode parecer uma narrativa curta, na qual explica um sentimento inexplicável entre duas pessoas. Contudo, mesmo que não seja o final feliz, mas seja o final que deveria ser, ainda pode dar certo. Nem que eu tenha que lutar contra a tortura de ter que permanecer ao lado seu sem te ter ou te tocar; estar contigo é o que eu quero. Mas hoje, na verdade, senti saudades das estrelas, acompanhadas da sua voz e dos seus dedos entrelaçados nos meus.
“Porque quando eu te achei, eu me perdi.”

- inevitável.

Eu fugi do que era seguro e agora estou sonhando, como se estivesse em outro mundo, mas com os pés no chão; para procurar suas pegadas e te re-encontrar. Talvez eu tenha fechado meus olhos e pedido para te esquecer, mas acabei de me lembrar de ti novamente; você sempre volta. E sem pedir licença para entrar, entrou e tomou conta do espaço que estava vazio e esquecido e que eu pretendia deixar como estava, porém, mesmo sem dizer nenhuma palavra, você disse tudo com teu olhar e baniu a solidão que eu mesmo havia implantado em mim. E agora, como num quebra-cabeça, somos um encaixe; você faz parte de mim.
“E é bem assim: inacreditável.”

- luzes da cidade.

A noite acabou e a madrugada ressurgiu, em instantes, bem quieta, com nuvens, e as luzes da cidade acessas para iluminar. O vento soprou bem forte contra o vidro, fazendo assoviar; fazia muito frio naquela noite. Uma pequena árvore da direita dançava com o ritmo do ar e suas folhas balançavam sem parar. A música cessou, a conversa parou, as mãos se encontraram e ali estava algum sentimento forte; não pude (ou não quero) definir. E o sono havia dominado aquele lugar, mas eu não queria fechar os olhos, porque estava ouvindo você respirar, enquanto dormia; você estava caindo cada vez mais para perto de seus sonhos e se afastando dos seus medos, dos quais não quis me revelar. Não havia nada de tão emocionante ou incomum naquele lugar.
“Mas tua presença fez ser o suficiente.”

- longe demais.

E entre os segundos incessantes sem respirar, guardou um instante para o desejo, que resolveu tomar controle da situação. Parece como uma linda história de amor, com um anel de papel e uma valsa sem som algum; mas solene. Porém tudo vai passar, num espaço de tempo que só Deus sabe. Já sofri demais desde a última perda e não posso aguentar outra. Então devolva meu coração ou fique contigo para sempre; não importa o que sejamos, nem quando nem onde. Apenas não quero secar suas lágrimas de tristeza, porque estaria na mesma situação. Só não fuja de mim, pois me acostumei a segurar sua mão; temo não estar contigo.
“Promete para mim que nunca vai me amar?”

- juntos.

Um dia sem te ver; talvez eu já sabia que isso aconteceria. Supero com seu sorriso que guardei dentro dos meus olhos quando estão fechados. A distância sempre foi um detalhe desprezível, que é morto toda vez que te encontro. A saudade, agora, toma conta do meu ser e pensei que nunca mais a sentiria. Eu não queria que isso acontecesse, porque pensei que não era capaz, e sei que sozinho não posso; é inútil tentar. Mas quando se está longe é quando realmente vemos o quanto somos incompletos sem aquele alguém; eu chamo isso de “completar”. Sei que o final feliz é impossível e que as flores um dia secarão, mas que continue enquanto existir.
"Mas talvez a madrugada seja feita para pensar e esquecer do resto do mundo, e não dormir".

- ao lado seu.

E, se deu um “friozinho” na barriga, é porque você resolveu passear em minha mente; todo momento. E, se em silêncio eu ficar, é porque estou me segurando para não te abraçar; ficaria vários minutos assim. E, se o meu olhar não encontrou o seu, é porque estou escondendo o que não quero dizer; apenas sentir. E, se eu olhar para o horizonte, mesmo não tendo nada para olhar, é porque estou imaginando como seria estar contigo; mas não posso a todo momento. E, se o desespero tomar conta, é porque a saudade fez lembrar-me de ti; uma constante habitação. E, se a respiração ficar ofegante, é porque seu corpo está se aproximando; apenas para dizer palavras bobas. E, se fiquei animado, é porque você veio me encontrar; me transportando para o mundo ao seu lado, num fluxo perfeito.
“Fique só mais cinco minutos, por favor.”

- nova batalha.

Em meio a luz do luar, quando outrora se igualava ao brilho dos seus olhos, a escuridão da noite se dissipava ao me aproximar de ti; do alto, nem a cidade brilhava tanto. O seu sorriso hipnotiza, seu olhar infantil enlouquece. Seu cheiro me fazia perder os sentidos; fiquei sem rumo. Sua mão direita parece ter sido desenhada e é bem quente, mesmo com o frio do vento. Sua voz me fez ir a um outro espaço. Agora gosto de estar na sua presença e quero a cada instante, pois não bastariam apenas três horas; é pouco tempo. Abro os olhos e fecho-os e lá você está! A batalha é bem difícil, a que estou lutando comigo mesmo; eu quero, mas não posso. Tomou conta dos pensamentos e das mensagens do celular, esperando-te e pedindo para voltar.
“Estranho seria não me apaixonar por ti.”

- Romeu V.

Agora Julieta está sangrando, mas não sabe de onde está vindo. Fechou seus olhos com muita força para acordar logo desse pesadelo, numa manhã ensolarada. Mas não havia lua, nem estrelas; mal enxergava. Uma agonia incessante começa subir pela sua espinha, arrepiando seu corpo todo e o desespero toma conta de todo seu ser, transformando-a em um deplorável pedaço de carne quase morta. O ar está acabando e os pés já perderam a força. Bate na parede com pouco da força que restou, mas não parece ser o suficiente; ninguém ouviria. De gemido em gemido seu corpo começa a paralisar e o pulmão deu seu último movimento. Suas horas foram contadas, as lágrimas não foram secas, os desejos não realizados, os sonhos continuam sendo sonhos, a saudade sempre dominou, mas o amor a matou.
“Mas até no último suspiro, queria estar com o Romeu.”

- janelas.

Eles mostram além do que queremos mostrar. Eles hipnotizam, nos controlam e nos guiam. Pode matar-nos com um simples, ou pode seduzir-nos com um completo. E mesmo que eles estejam fechados, eles continuam mostrando, e aquilo que está guardado vem à tona, mas você abre-os e percebe que foi um sonho; droga! Eles leem lábios, descobrem segredos e atiram flechas com “coraçõesinhos” na ponta. Mostram desdém, ódio e repulsa. Desejos, descontrole e prazeres também. E quando algo está errado ou faltando do nosso lado, eles resolvem empurrar gotas para fora; mas nunca resolveu nada. E quando eles encontram outros, iguais, o coração manda uma mensagem e eles perseguem até os lábios se encontrarem...
“Então se fecham.”

- além daqui.

A mão está fechada e o lábio mordido; sinto gosto de sangue na boca. Por que volta? Eu não convidei... simplesmente mandei embora com um ponta pé, sem direito a um aperto de mão se quer. Mas insiste em querer estar aqui. Eu aprendi o desapego; não consegui pôr em prática. Os segundos são desperdiçados e jogados ao vento. A folha de papel continua branca e amassada. A xícara vazia e a colher suja. O sapato ainda está embaixo da cama e a chave na escrivaninha; esperando você voltar.
“Estou em cima da casa, contando as estrelas; novamente...”