sexta-feira, 6 de abril de 2012

- o consolo vem do alto.


Se os joelhos se dobram, os céus se abrem, como um raio de luz que ilumina, expulsando toda a treva. Andava sem rumo, mas com um objetivo e ele se desfez. Apenas ouvia falar de sonhar, bem de longe... a realidade era outra; nenhum passo a mais e nenhum passo a menos. Antes eu era “desisto”. Depois “disto”. Tornei-me “isto” e hoje sou “D’isso”. Com isso, aprendi que ausentar-se não quer dizer que odeio ou que esqueci; quer dizer que não quero trazer de volta o que se foi. Às vezes, digo que não estou pronto; mas estou. Digo que quero, mas no fundo eu não quero. Digo que não vou, mas quando eu for, não espero. Pra que subir um degrau e cair três? Agora sei até onde posso chegar, pois até o infinito do céu não basta pra mim.

‎"Prometa que sempre que se sentir triste, inseguro ou perder completamente a fé, vai tentar olhar para si mesmo, com os olhos de Deus e ver o seu verdadeiro valor?"

sábado, 31 de março de 2012

- águas de março.


Eu costumava a viver no tempo em que o tempo tinha ponteiro, onde tudo se degustava com atenção e com calma; os minutos eram horas e as horas, dias. O apreciar, o amar, o paladar, as estrelas e a lua, a noite de sono, o mar e o tempo para si mesmo... cadê? Para onde foi tudo isso? Se escondeu? Quem escondeu? Ou eu perdi? Tudo parece tão rápido agora, sabe?! Os dias, as folgas, o ar... Tanta coisa mudando em tão pouco tempo... Estou vivendo em dias em que tenho um lápis, mas não tenho uma borracha; se errou, fica errado. Um casal se amando, os grilos soando, os pássaros cantando, as estrelas brilhando, uma leve chuva e um guarda-chuva pros dois, uma tarde no campo para ler um livro, um piquenique, cadê? Mas cadê mesmo? Hoje existe apenas o barulho de celular, carros buzinando com pressa, pessoas guardando cada dia mais ódio e perdoando menos, olhos sangrando, um homem que ficou com uma mulher, que ficou com outro homem e depois com outra mulher, interesse e dinheiro.

“Como eu queria voltar ao jardim da inocência.”

domingo, 18 de março de 2012

- o fantástico mundo de Bob.


Como é engraçado a imaginação das pessoas, né?!

“Apenas deixo-as acreditarem que sabem absolutamente tudo de mim e faço-as pensar que estão certas e basta.”

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

- tempestade.


Pareceu um alívio, e foi. Pareceu a calmaria, e se cumpriu. Suspirei com todo o ar que pude empurrar para dentro de mim e soltei-o num só gemido de liberdade. E tudo se calou, até o vento. Ferir pessoas, colocar mentiras nas cabeças delas, fazê-las chorarem por um simples desejo obcecado? Não consigo, não posso, não aceito tais atitudes. Estava prejudicando todos em minha volta, sem exceção e do jeito que estava não poderia ficar. Olhava para os meus amigos ao meu redor com o peso de magoá-los por coisas que eu não fiz. Tudo isso acabou com um telefonema... Fui sincero, não me arrependo e era tudo o que eu queria dizer, não?! Não!! Aquele não era eu, pra que mentir? Disfarcei-me e muito bem. Minha voz, antes de ouvir o silêncio do telefone já havia mudado, pra que me enganar? Travei depois de largar o aparelho telefônico. Foi difícil, pois enquanto louvavam “Sou Humano” me desesperei e olhei ao redor e cadê? Não estava. Duas horas de choro seguidas, todos me olhando e me perguntando o que tinha acontecido e eu nada tinha a declarar, apenas pela simples culpa, me perguntando a Deus: “Eu afastei ela do Senhor, meu Deus”. Sim eu chorei, solucei e meu olho apenas entre-aberto. Qual era o propósito? Do jeito que machucava as pessoas por minha causa, não poderia continuar acontecendo, muito menos inventando mentiras e torturando-as, pondo medo nelas e me manipulando. Pode me odiar, pode me julgar, pode afastar-se de mim, pode nunca mais olhar para mim, eu aceito. Mas ver que você voltou na casa de Deus, eu apenas te digo: “Que Mulher!”

- estou orgulhoso; mesmo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

-...


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"Pra que esfregar tudo na cara se o silêncio é a melhor resposta?"

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

- até ontem.


Hoje mesmo eu murmurei, sabe?! Eu murmurava e não entendia o porquê. O julgava, não aceitava o que Ele Impôs na minha vida e queria o que eu queria e não a Tua vontade, mesmo sabendo que seria cobrado depois. Queria o mais difícil e sofrer bastava e estava tudo bem. Te trazer de volta, era como se cada lágrima que eu derramasse era um centímetro mais perto de ti. Então queria chorar quilômetros por noite. Te queria, te queria, te queria. A saudade corroia como um ácido penetrando cada fibra de meu coração; e me satisfazia com as lágrimas da noite... como eu era feliz... BESTEIRA!! Até que hoje, neste instante, sabe?!, lembrei de um passado que passou e lembrei que ele passou; simples assim. Queria te dizer pessoalmente, mas é impossível, pois faço, agora, somente a vontade de Deus... Espero, de verdade, que Deus faça contigo o mesmo que fez comigo, juro. A tua felicidade ainda é importante pra mim. Olhei para uma foto atual com quem estás feliz e gritei: "Graças a Deus que está no passado e não sou eu no lugar dele!"

“Obrigado Deus, mesmo!!”

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

- adapte-me.


Sim; não. Agora; mais tarde. Muito; pouco. Cheio; vazio. Necessito; não preciso. Construo; destruo. Canto; me calo. Rasgo; costuro. Mordo; assopro. Corro; paro. Sorriso que contamina; mal humor. Cheio de vida, desprendido; doente, manhoso. Doce; salgado. Tempestade; bonança. Faca; pena. Pego no pé, eufórico; pare, chega. Excesso; escassez. Respondo; ignoro. Espelho; caco de vidro. Faminto; saciado. Flor; espinho. Temperado; insonso. Contagiante; insuportável.

"Tenho opinião, mas enjoo de tudo. Prefiro ser este camaleão ambulante do que ter aquela velha rotina formada."