- qual é seu espinho?

Às vezes você está andando pelo jardim, admirando sua beleza, o canto e o encanto dos pássaros, para, vê uma rosa, pega-a. Logo encontramos alguns espinhos e julgamo-la por ela ser assim, tornando isso um empecilho. Mas o que muitos não sabem é que espinho não faz o jardim deixar de ser jardim, nem a rosa deixar de ser rosa. Você que deixou o amor morrer por causa dos espinhos, saiba que os espinhos fazem parte da rosa. Os espinhos são necessários pra nos ensinar onde devemos e não devemos colocar as mãos, pois rosas e espinhos andam juntos: cabe a nós mesmos escolher qual queremos levar. Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inúmeros espinhos. Mas não se preocupe, porque a beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos, pois a vida tem espinhos, mas aprenda a colher somente as rosas, tirando os espinhos com o tempo.
"Há outros que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

- continuar

Os pássaros cantaram em uma melodia solene. As ondas vão e voltam no mesmo rumo. O céu brilha como um diamante. As flores moveram-se com o sopro do vento. As pedras ainda estão paradas. A terra bem seca e rica, mas continua sendo pisada. O ar corroe o pulmão e outrora inspira um suspiro e suspira um gemido. As abelhas fazendo mel e as borboletas abrindo tuas asas; voando. O girassol passou um perfume natural; que exuberância! O céu agora é laranja e meio tons de azul escuro. O sol se escondeu. As estrelas apareceram e logo sumiram atrás das nuvens; elas choraram um choro rítmico. Lá fora está frio e embaçaram a janela; as luzes da cidade estão acessas agora. A lareira está fervendo e o cobertor gelado. A noite foi bem longa que nem pararam de olhar a hora; ela nunca passava. Lá no poente viram uma luz, em meio às montanhas; amarela; novamente. E ouviram o pio do primeiro pássaro; o céu está clareando...
“E a vida se retoma; é assim...”

- acima das consequências.

Que sentido na vida seria viver e não viver? Várias pessoas tem seus melhores amigos para contar histórias, desvendar mistérios, sorrir, enxugar lágrimas, correr, contar segredos... E eu me fechei para o mundo. Tenho amigos, todos nós temos, né?! Mas aquele que eu conto meus sentimentos, o único, é para o teclado e para a tela do computador. Pra que tentar contar as coisas para as outras pessoas para elas fazerem cara triste, olhar para mim e dizer “que coitadinho!” e não poder resolver nada?! Não que aqui resolve alguma coisa, mas eu sou assim, e é isso. Sabe, tem coisas que estão num passado profundo, sabe?! Oculto. Mas andei pensando... sinto demais a saudade, sabe?! Não do que nós fazíamos, mas do que nós éramos, sabe?! Não é o beijo; mesmo. É o sorriso. Antes era tudo e de repente apagou a luz de uma vez, sem avisar, saca?! Sinto falta da amizade e do “boa tarde” mais mau humorado depois do serviço. O que foi já foi e com certeza não existirá novamente, porque não me imagino mais assim, mas tem coisa que nem o tempo apaga, sabe?! Passa o tempo que for. Mas infelizmente a mente humana é constituída de muito orgulho e não podemos obrigar as pessoas a fazerem nada; experiência própria. Agora entendeu porque as pessoas em minha volta não conseguiriam resolver? Então pra que elas precisam saber? Deixa eu continuar trabalhando porque sei que não vou conseguir nada mais e nem adianta eu insistir.
“Não sou eu quem dito as regras, se não faria a tua vontade e faria eu esquecer teu sorriso.”