- apenas um sopro.

Estava tudo sob controle... tudo calculado: um papel amassado e manchado, anotado com tinta nanquim, embaixo de um pedaço tecido semelhantemente a cor do céu acordando, com um laço duplo na ponta, canelado e esquecido, sobreposto em uma velha mesinha de canto que se deteriora a cada dia que passa; cheia de poeira. Tudo estava calmo, até que um vento impiedoso enche o pulmão com todo o ar que conseguiu, inchou a bochecha, fez um bico e soprou o mais forte que pode; tudo saiu do lugar: um pedaço de papel canelado que se deteriora a cada dia que passa, cheio de poeira, anotado com tinta semelhantemente a cor do céu acordando, embaixo de um velho tecido de canto amassado e manchado de nanquim, sobreposto a uma mesinha com um laço duplo na ponta.
“Ainda parece organizado, não?! É assim que estou me sentindo”.

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