- ligações com um único propósito.


Desejos inuptos, presos, soterrados dentro de um ser, disposto a padecer a “poeira abaixar” para tornar, novamente, o coração entontecido, ou não. Disfarces felizes e alegrias não tão incendiante passaram a ser parte de uma rotina fadigosa perante aos acontecimentos ilusitantes e estremecidos de um mundo que antes parecia um cubículo, devéras agora ser infinito como o tão negro e desconhecido espaço, d’onde moram as estrelas que ainda procuram algum motivo a mais para brilhar intensamente, mas não tão intensa quanto o sol, no qual, com seu calor vermelho expande forças para proliferar jogos ardentes parecido com a antiga paixão que foi se esvairando, como as nuvens amenas, serenas, inquisitadas, com sua força, de cobrir o sol e esbanjar frescor como uma pedra de gelo passada em um corpo cheio de desejo onde, deslizando, ele derrete, escorrendo e cansado de se manter congelado entrega-se ao voraz co-sentimento abafado e guardado, como o vento que sopra uma sinfonia calada e sem ritmo às vezes, mas que mesmo assim sopra porque ele sabe que está fazendo a coisa certa, mesmo não tendo como explicar, independente de seu sopro estar certo ou errado, agradando ou não, como os sentimentos que nascem nas pessoas, sem poder escolher ou até mesmo esquecer quando, ainda mora algo intenso dentro de si e na insistência da procura de esquecer, faz brotar uma flor para carregar junto ao peito e levar consigo pelo resto da vida, crescendo a cada dia mais, juntamente, e como o amor, resplandecente, duvidoso, excepcional, ainda desejado, ainda tão esperado, procurando uma luz, uma saída para entrar naquele coração de novo e cravar uma lança da paixão, onde para sempre ficará a cicatriz, que sentirá dores ao anoitecer, ao amanhecer, ao entardecer, ao entontecer, e, o ser, proposto a retribuir a ferida, atira uma flecha muito pontuda onde, não apenas fere, mas arranca o coração e pega-o para si e, tendo ele, cuidará, protegerá e amará, disposto a nunca mais devolver ao seu antigo dono.

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