- doce sofrimento.


E, ao acordar tenta esticar seus nervos para retrair a dor em cada região de seu corpo que estava sentindo, esperando que seus ossos estralassem. Foi quando percebeu que estava sentada em uma cadeira de plástico, talvez a mais desconfortável de todas, sem poder mexer se quer um músculo. Sua boca tinha gosto de sangue e seus olhos estavam ardendo. Tentou levantar, porém suas mãos e seus pés estavam amarrados, o que não impediam dela se levantar, mas parecia que a cadeira pesava toneladas, impossível de se mexer. Ouviam-se pingos em uma poça e ratos andando por todos os lados. O cheiro era de carne em putrefação, havia pouca luz. Sua perna direita era a que mais doía, pois, quando sua vista se acostumou com o escuro viu uma faca cravada nela. Já nem pingava sangue mais, mas ainda doía muito. Em um ato de desespero ela conseguiu pegar a faca com a boca e quando foi puxar deu um grito agonizante e o sangue que antes havia secado em sua pele agora está jorrando pelos seus joelhos. Mais uma vez ela tenta puxar a faca e consegue. Segura ela por uns instantes na boca e fica imaginando de que forma aquela faca poderia ajuda-la a sobreviver ou ao menos sair dali. Jogou em seus pés, e chutou-a para trás. Pôs toda sua força em seus pés e dá um solavanco no chão na esperança de conseguir mexer a cadeira, derrubando-a para trás para poder pegá-la e cortar as cordas. E seu impulso foi tão forte que não percebeste que, quando tentou da primeira vez sua força havia desaparecido, mas tinha voltado, tendo como resultado uma forte pancada de sua cabeça no chão. Ela desmaiou. Vinte, trinta, duas horas depois, nem contei o tempo, ela pôs-se a abrir os olhos, na esperança de ter só sido um sonho ruim. Mas, ao refazer os últimos acontecimentos em sua mente ela lembrara que estava em um dos seus piores pesadelos. Lembrou-se de seu plano e pegou a faca. Cortou-se várias vezes seus dedos e em uma das vezes enfiou a ponta da faca em baixo de suas unhas; ela gritava, gemia, choramingava. Quando conseguiu o controle da faca ela começou a cortar as cordas de uma forma desesperador-frenética. Ao conseguir cortá-las, ela faz o mesmo com as cordas dos pés e consegue sair da cadeira; fica em pé com muita dificuldade e estica seu corpo, não pra relaxar, mas para sentir menos as suas dores. Estica a mão e tenta encontrar a parede, mas seu rosto encontrou primeiro, quase lhe quebrando o nariz; agora ele também sangrava. Ao achar um interruptor, ela o aperta e as luzes acendem. Ao olhar em volta pode observar apenas quatro paredes e um espelho. Nas paredes havia seu nome e o nome de seu último caso. Começou a gritar e a esmurrar a parede. Nunca acreditou que ele poderia ter feito aquilo... “maníaco psicopata”. No chão havia pedações de caco de vidro e no espelho havia, com marcas de batom, um coração com um corte no meio e logo embaixo escrito uma frase que, naquele instante, ela saberia que apodreceria ali até morrer, pegando assim um dos estilhaços de vidro e cortando seu próprio pescoço, sangrando até a morte; de olhos abertos.

“Você vai desejar nunca ter me conhecido.”

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