- corações e chuvas.

A rosa, em pétalas de chocolate, foi molhada pelas gotas de chuva, que não impediu a leitura de um poema feito em papel carmim, precisamente ao som do badalo do relógio central, soando vinte e três horas e trinta minutos, selando aquele momento com uma aliança. Tudo parecia escuro, sombrio e as luzes estavam além do horizonte, mas o calor de dois corações estavam naquele lugar. A janela estava chorando e uma mão qualquer passou nela, fazendo uma marca deslizada para baixo; uma opressão. A adrenalina tomava conta daquele pequeno lugar e quatro braços, quatro lábios e dois corações estavam juntos, tomando banho de chuva; ou não. Simples e intenso, na ponta do pé para te alcançar. Os meteoros estavam caindo do céu sobre nossa cabeça, deitados no capô do carro, com as estrelas nos assistindo; e apenas um vaga-lume no chão nos assistindo com as patas em seus olhos; com vergonha.
“Vem ficar mais um dia comigo?”

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